Cultura do Sorgo

Rústico, resiliente e cada vez mais estratégico. Conheça uma das culturas mais tolerantes à seca e que ganha espaço na safra brasileira, garantindo mais segurança e diversificação ao seu sistema de produção.

Cultura Sorgo

🌱 Um dos cereais mais cultivados do mundo

O sorgo, ao contrário de outras culturas, possui a capacidade de se adaptar consistentemente em qualquer tipo de ambiente. Posiciona-se como uma excelente alternativa produtiva pela sua adaptabilidade a diversas condições de solo e pela sua tolerância a deficiências hídricas. Além disso, oferece elevados volumes de restolho, um fator chave para a manutenção de elevados níveis de matéria orgânica no solo num esquema de rotação.

A sementeira direta e a rotação cultural com gramíneas - que tragam restolho ao solo - são duas ferramentas fundamentais para a conservação do solo e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas. Em zonas onde as condições climáticas e edáficas fazem com que a produção seja instável, o cultivo de sorgo é a melhor alternativa para incorporar restolhos no solo.

Procedente da rede de investigação agronómica mais completa à escala mundial, a Pioneer põe à disposição dos agricultores portugueses uma completa seleção de híbridos dos diferentes tipos e ciclos. Desde o sorgo grão, ruivo ou branco, aos sorgos forrageiros das diferentes combinações de Sorgo x Sorgo ou Sorgo x Erva do Sudão, que completam as necessidades de qualquer agricultor interessado em obter os melhores rendimentos, tanto em volume como em qualidade de grão com esta cultura.

No Brasil, o sorgo granífero cultivado em sucessão às culturas de verão (principalmente a soja), na chamada safrinha, tem contribuído para a oferta sustentável de grãos de baixo custo para a indústria de rações, permitindo o cultivo em épocas mais tardias, onde o volume de chuvas já não é suficiente para o milho. Outra vantagem é sua baixa suscetibilidade a micotoxinas  problema comum no milho o que lhe confere grande aceitação na composição de rações para aves, suínos e bovinos.

| Diversidade

Tipos de sorgo e suas finalidades

Cada tipo de Sorgo tem porte, finalidade e manejo próprios. Saber exatamente o que se quer colher é o primeiro passo do planejamento

 

Granífero

Porte baixo (1,2 a 1,5 m). Foco no grão da panícula. É o de maior expressão econômica, voltado à indústria de ração. A palhada que sobra é excelente para o plantio direto e pastejo.

Forrageiro

Porte alto (2 a 3 m), muita massa para silagem e pastagem. Inclui o sorgo-sudão, de rebrota rápida e alto valor nutricional, ideal para corte e pastejo.

Sacarino

Alto, com colmo doce e suculento semelhante à cana-de-açúcar. Usado na produção de etanol e xarope, e como alternativa na entressafra da cana.

Biomassa

Foco na geração de energia. Produz grande volume de matéria seca, com destaque em usinas termelétricas e indústrias que usam caldeira.

Vassoura

A panícula tem o formato clássico de vassoura. Voltado ao artesanato e à fabricação de vassouras, com fibras longas.

| Por que escolher

Vantagens do Sorgo na safra


Em regiões e anos de maior risco para o milho safrinha tardio, o sorgo granífero se posiciona como alternativa de menor risco e, em muitos casos, melhor viabilidade econômica.
VantagemO que significa na prática
Maior tolerância ao déficit hídricoSistema radicular agressivo e fechamento estomático em momentos de estresse reduzem perdas em veranicos.
Menor custo de produçãoMenor exigência nutricional, especialmente de nitrogênio, otimizando o retorno do investimento.
Janela de plantio flexívelTolera melhor semeaduras mais tardias, com menor penalização produtiva.
Ciclo mais curtoGeralmente mais curto que o milho, liberando a área antes para a próxima cultura.
Baixa suscetibilidade a micotoxinasMaior aceitação para rações de aves, suínos e bovinos.
Boa adaptação a solosDesempenha bem inclusive em solos de fertilidade baixa a moderada.

| Implantação

Como plantar com eficiência


A instalação adequada da lavoura é a base para maximizar a produtividade. Atente aos detalhes que fazem diferença na superação de estresses.
1

Escolha do híbrido

Prefira híbridos de ciclo precoce ou médio, que completam o desenvolvimento antes da intensificação do estresse hídrico. Considere porte (baixo a médio resiste melhor ao acamamento) e adaptação regional.

2

Época de plantio (ZARC)

Consulte sempre o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) do MAPA. No Centro-Oeste a janela vai de fevereiro a abril (sequeiro pós-soja); no Sul, geralmente até maio.

3

Profundidade de semeadura

De 3 a 5 cm, garantindo contato com umidade. Em solo argiloso, plante mais raso (3–5 cm) para facilitar o rompimento da crosta; em solo arenoso, um pouco mais fundo para buscar umidade.

4

Densidade e espaçamento

De 100.000 a 180.000 plantas/ha, conforme híbrido e regime hídrico. Espaçamento entre linhas de 45 a 90 cm — fechar para 45–50 cm acelera o fechamento do dossel e abafa o mato.

5

Adubação

Baseada na análise de solo. Fósforo e potássio na base; nitrogênio parcelado entre base e cobertura, geralmente entre os estádios V4 e V6. Verifique micronutrientes como zinco e boro.

| Calendário

Janela de plantio por região

Valores de referência para o sorgo granífero safrinha. Consulte sempre o ZARC do MAPA para o seu município.
RegiãoEstadosJanelaObservações
Centro-OesteMT, MS, GO, DFFevereiro a abrilSequeiro pós-soja; abril como janela tardia
NorteTO, PAMarço a maioRotação com soja; transição chuva–seca
NordesteBA, PI, MAMarço a maioSequeiro em regiões de alta variabilidade pluviométrica
SulPRMarço a maioDiversificação; janela mais tardia

| Final do ciclo

Ponto de colheita


Errar o dia da colheita pode comprometer a qualidade de todo o trabalho. O ponto certo depende da finalidade.

Para grãos (granífero)

Grão duro, com umidade ideal entre 14% e 16%. Com secador, é possível colher com até 17%; sem secador, espere baixar até 12–13%.

Para silagem (forrageiro)

Grão no estágio leitoso/pastoso (~30% de matéria seca). Colher muito cedo gera silagem ácida e fraca; tarde demais reduz a digestibilidade.

Para pastejo

Inicie quando a planta atingir 80 cm a 1 m (30–40 dias). No pastejo rotacionado, retire o gado a ~20 cm de altura (resteva) para garantir rebrota vigorosa.


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Dúvidas frequentes

Boas Práticas Agrícolas: Maximizando seu investimento, protegendo sua produção

Na Corteva Agriscience, entendemos que cada decisão tomada no campo é um investimento. E, como todo investimento, merece ser protegido, valorizado e conduzido com excelência. As Boas Práticas Agrícolas (BPA) são fundamentais para garantir que cada real investido em insumos, tecnologia e mão de obra traga o máximo retorno, com produtividade, segurança e sustentabilidade.

Adotar as BPA não significa apenas seguir recomendações — é uma estratégia inteligente que evita desperdícios, reduz perdas, protege o potencial produtivo da lavoura e assegura o uso correto dos defensivos agrícolas.

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