Corteva e bp lançam a ‘joint venture’ de matérias-primas para biocombustíveis Etlas™

  • A parceria irá aproveitar a tecnologia da Corteva e as capacidades integradas da bp para produzir e fornecer matérias-primas para biocombustíveis aos mercados globais
  • Ignacio Conti será o CEO e Gaurav Sonar presidirá ao Conselho de Administração

A Corteva, Inc. (NYSE: CTVA) e a bp (NYSE: BP, LSE: BP.L) anunciaram hoje o lançamento da Etlas, a sua nova empresa conjunta detida em partes iguais (50/50), que irá produzir óleos a partir de culturas agrícolas — como colza, mostarda e girassol — destinados à produção de biocombustíveis, incluindo o combustível sustentável (ou sintético) de aviação (SAF, na sigla em inglês) e o gasóleo renovável (RD).

A Etlas combinará a experiência centenária da Corteva em tecnologia de sementes para desenvolver culturas especificamente concebidas para a produção de SAF e RD, com o know-how da bp em refinação e comercialização de combustíveis para o transporte comercial.

O objetivo da Etlas é atingir uma produção de um milhão de toneladas métricas de matéria-prima por ano a meio da década de 2030, o que permitirá gerar mais de 800 mil toneladas de biocombustível. O fornecimento inicial está previsto para começar em 2027, tanto para coprocessamento em refinarias como para unidades dedicadas exclusivamente à produção de biocombustíveis.

De acordo com as principais previsões do setor, a procura global de combustível sustentável de aviação (SAF) poderá atingir cerca de 10 milhões de toneladas em 2030¹, face a aproximadamente 1 milhão de toneladas em 2024. Em paralelo, a procura mundial de gasóleo renovável poderá alcançar até 35 milhões de toneladas em 2030², a partir de cerca de 17 milhões de toneladas em 2024. Neste contexto, a Etlas nasce com o objetivo de disponibilizar um fornecimento de matérias-primas fiável e escalável, alinhado com o crescimento esperado do mercado.

As matérias-primas utilizadas pela Etlas serão provenientes de culturas cultivadas em terras agrícolas já existentes. Estas culturas intermédias podem contribuir para a melhoria da saúde do solo e proporcionar aos agricultores uma nova fonte de rendimento. Além disso, ao utilizarem terrenos que tradicionalmente permaneciam improdutivos — como períodos de pousio ou de cobertura — não geram uma procura adicional de solo agrícola.

Judd O’Connor, vice-presidente executivo da unidade de negócio de sementes da Corteva, afirmou: “Com a criação da Etlas, a Corteva continua a avançar em dois pilares fundamentais da nossa missão: contribuir para alimentar e abastecer de energia o mundo e apoiar os agricultores. A agricultura é parte da solução e estamos muito entusiasmados por ver a Etlas ganhar vida.”

Por sua vez, Philipp Schoelzel, vice-presidente sénior de crescimento em biocombustíveis da bp, acrescentou: “Esta ‘joint venture’, de baixo nível de capital intensivo, acrescenta flexibilidade à nossa cadeia de valor de biocombustíveis, reforça a nossa posição e ajuda-nos a gerar retornos atrativos. Estamos muito satisfeitos por colaborar com a Corteva para oferecer soluções alinhadas com as necessidades dos nossos clientes.”

Ignacio Conti, diretor global de Desenvolvimento de Negócio da Corteva, assumirá o cargo de CEO da Etlas, enquanto Gaurav Sonar, vice-presidente de Novas Matérias-Primas da bp, será o presidente do Conselho de Administração. “À medida que o setor da aviação procura fontes de SAF fiáveis, sustentáveis e competitivas em termos de custos, torna-se claro que os agricultores desempenham um papel fundamental”, afirmou Ignacio Conti, CEO da Etlas. “A Etlas reúne líderes globais em inovação agrícola e produção de energia para responder a esta procura, tirando partido da experiência tecnológica e das relações de confiança com agricultores em todo o mundo, com o objetivo de escalar a produção, reforçar o fornecimento e criar novas oportunidades de rendimento para o setor agrícola.”

 

 

[1] Financiamento dos Combustíveis Sustentáveis de Aviação: Estudos de Caso e Implicações para o Investimento | Fórum Económico Mundial

[2] IEA – Monitor de Progresso das Energias Renováveis – Cenário Acelerado (42,7 mil milhões de litros convertidos em toneladas)